terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Soltura de cabras causa controvérsia

Drolma, uma mulher tibetana de Ganzi, Prefeitura autônoma tibetana na província chinesa de Sichuan, no Sudoeste do País, soltou 6.387 cabras em uma pradaria no Condado de Sertar, segundo relatos.

Drolma, uma mulher tibetana de Ganzi, Prefeitura autônoma tibetana na província chinesa de Sichuan, no Sudeste do País, segundo relatos soltou 6.387 cabras em uma pradaria no Condado de Sertar. [Arquivo photo/ifeng.com]

Enquanto a China aprovava a edição revisada da Lei Chinesa de Proteção aos Animais Selvagens, a qual proíbe a soltura aleatória de animais de cativeiro na natureza, um incidente relatado ultimamente tem chamado a atenção das pessoas, causando controvérsia, informou Beijing News, no Sábado (03/9/2016).

Reporta-se que Drolma, uma mulher tibetana de Ganzi, Prefeitura Autônoma Tibetana na Província de Sichuan, ao Sudoeste da China, soltou 6.387 cabras numa pradaria no Condado de Sertar depois de salvá-los de abatedouros, pagando 5,1 milhões de yuans (cerca de 763.000 dólares) em dinheiro, doado por um grupo denominado "Grupo de Soltura Terra Nevada".

O incidente chamou imediatamente grande atenção, depois de ter sido exposto no dia 4 de setembro na Sina Weibo, versão chinesa do Twitter, tendo alguns a felicitado por sua boa ação e outros, inclusive especialistas, temido que o equilíbrio ambiental da pradaria poderia ser ameaçado com a soltura repentina de um número tão grande de cabras subitamente introduzido no ecossistema.

Posteriormente, foi revelado que a mulher estava apenas enviando as cabras a uma pastagem local e não soltando-as aleatoriamente mas, apesar disso, o incidente revelou a gravidade do problema na China e a atitude de algumas pessoas em relação a ele.

Recentemente, tem havido um certo número de relatos na China sobre animais cativos que foram soltos aleatoriamente na natureza por ativistas de direitos dos animais ou por seguidores de um ritual budista conhecido como "fangsheng" ou "soltura de vida", no qual se demonstra compaixão espiritual e piedade através da devolução de animais cativos à natureza.
   
No entanto, especialistas afirmam que um ecossistema tem um equilíbrio muito delicado, o qual poderia ser facilmente colocado em perigo pela introdução de novas espécies na área ou pela alteração do número de espécimes (exemplares de uma mesma espécie).

A revisada Lei Chinesa de Proteção aos Animais Selvagens, emendada com artigos para regulamentar especificamente a soltura de animais cativos na natureza, entrará em vigor a partir de 2017. Qualquer organização ou indivíduo que solte animais cativos deverá escolher espécies nativas que sejam capazes de sobreviver na natureza, e sua soltura não deverá causar impacto nas pessoas nativas ou ameaçar o ecossistema, diz a lei. Qualquer um que liberte animais cativos de maneira negligente e, como consequência disso, cause prejuízo à propriedade alheia ou dano físico a terceiros, ou ameace o ecossistema, será responsabilizado.

Fonte: China.org
Foto: Arquivo photo/ifeng.com







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